Costa Rica inova no combate à Dengue com implantação de Projeto de Ovitrampas em parceria com o Estado
O prefeito de Costa Rica, delegado Cleverson Alves dos Santos, reforça que a saúde é prioridade e que a inovação tecnológica, aliada ao trabalho de campo, é o caminho para manter a cidade segura contra as arboviroses. A parceria com o Estado demonstra a força da gestão em buscar recursos e métodos modernos para proteger o cidadão.
O projeto consiste na instalação de uma rede de monitoramento baseada em armadilhas específicas, conhecidas como ovitrampas. Ao todo, foram estabelecidos 109 pontos de coleta distribuídos em locais estratégicos por toda a cidade. Essas armadilhas funcionam como sensores biológicos que detectam a presença do vetor antes mesmo de um surto ocorrer.
As ovitrampas são recipientes que simulam o ambiente ideal para a reprodução do mosquito. Elas servem para atrair as fêmeas do Aedes aegypti para que depositem seus ovos. Periodicamente, as equipes do Controle de Vetores, agentes de endemias e da Vigilância Epidemiológica realizam a manutenção, o monitoramento e a análise técnica dessas armadilhas. Os dados coletados em campo são processados para gerar um mapa de calor da infestação no município.
O objetivo central é a precisão. Com o monitoramento da densidade de ovos, a Vigilância em Saúde consegue identificar precocemente quais bairros ou zonas possuem maior circulação do mosquito. Isso permite que a prefeitura abandone o modelo de ações genéricas e passe a agir de forma direcionada, intensificando o combate e o bloqueio exatamente onde o risco é maior, baseando suas decisões em evidências científicas.
A maior beneficiada é a população de Costa Rica. Com um sistema de alerta precoce, as chances de epidemias diminuem drasticamente. Além disso, o serviço público ganha em eficiência e agilidade, otimizando recursos e salvando vidas através da prevenção eficaz.
O secretário de Saúde, Daniel Rayckson Lemos Santos, destaca que o projeto é uma ferramenta indispensável para o planejamento das ações da pasta. Segundo ele, o trabalho dos profissionais de vigilância, somado à colaboração da população em manter quintais limpos e eliminar criadouros, forma a barreira necessária para vencer a batalha contra o mosquito.

