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Em meio à calamidade pública, Fundo da Defesa Civil de Costa Rica cai pela metade nos últimos anos

Em meio à calamidade pública, Fundo da Defesa Civil de Costa Rica cai pela metade nos últimos anos

Prefeitura alega que foram feitos investimentos na área e que o valor pode ser recomposto
Nível do Rio Sucuriú recuou após subir vários metros devido às chuvas. (Ascom, PMCR)

O montante do Fundo Municipal da Defesa Civil, a 375 km de Campo Grande, caiu pela metade nos últimos três anos. O saldo teria saído de mais de R$ 2 milhões, no fim de 2022, para cerca de R$ 1 milhão, em março de 2026. A cidade decretou estado de calamidade pública na segunda-feira (9) após fortes temporais que causaram estragos e acumulados de 200 milímetros em quatro dias.

O Parque Municipal Salto do Sucuriú teve parte de suas estruturas de acesso destruídas devido à elevação do nível do rio. Nesta quarta-feira (11), a Defesa Civil, juntamente à brigada do Corpo de Bombeiros, realizou uma vistoria técnica no parque e na barragem da usina hidrelétrica da cidade, onde a água também atinge níveis elevados devido à chuva.

Conforme o chefe da Defesa Civil, Claudiney Montani, a água arrancou cerca de seis metros da passarela utilizada por turistas no parque. De acordo com a prefeitura, ninguém ficou ferido durante as fortes chuvas em Costa Rica, mas uma família precisou ser retirada de casa.

 

O decreto de calamidade pública prevê a mobilização da Defesa Civil e demais órgãos. O texto ainda autoriza a contratação emergencial de bens, serviços e obras necessárias para atender à situação de calamidade pública.

O documento também autoriza a abertura de crédito extraordinário caso seja preciso, para atender às despesas ligadas à situação.

Nesta quarta-feira (11), a cidade registrou sol. O Rio Sucuriú havia transbordado 90 metros em direção às casas na Rua José Pereira da Silva, na segunda-feira (9). O nível hoje desceu para 45 metros.

O que diz a prefeitura?

A Prefeitura de Costa Rica informou que a redução do Fundo da Defesa Civil está relacionada à demanda por ações emergenciais ao longo do tempo e que teriam sido feitos investimentos em ações preventivas.

Confira abaixo a nota na íntegra:

A redução do montante do Fundo da Defesa Civil não está relacionada à falta de prioridade da gestão com a área, mas sim ao comportamento natural desse tipo de recurso, que varia conforme a demanda por ações emergenciais ao longo do tempo. Ainda assim, Costa Rica se mantém como um dos municípios com maior destinação de recursos para a pasta no MS. 

Em 2022, o fundo apresentava um volume maior de recursos acumulados, em um contexto em que o município se preparava para possíveis ocorrências climáticas e situações de risco. Ao longo dos anos seguintes, parte desses recursos foi utilizada em ações preventivas, atendimentos pontuais e manutenção da estrutura da Defesa Civil, como por exemplo aquisição inédita de um veículo 0 km para a unidade, equipamentos de combate a incêndio e EPIs. 

É importante destacar que o município mantém a capacidade de recompor esse fundo sempre que necessário e também pode acessar recursos estaduais e federais em casos de eventos de maior gravidade. Ou seja, seguimos preparados para agir com rapidez e responsabilidade sempre que a população precisar”, finaliza a nota.

Fonte Midiamax